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As primeiras Olimpíadas surgiram por volta de 2.500 a.C. Criados pelos gregos para homenagear os deuses, principalmente Zeus, os festivais aconteciam no santuário de Olímpia, o que originou o termo olimpíada.
A história aponta que a festa era tão importante que impedia até mesmo a realização de guerras. As competições esportivas eram disputadas por cidadãos livres e as modalidades praticadas eram atletismo, lutas, boxe, corrida de cavalo e pentatlo (luta, corrida, salto em distância, arremesso de dardo e de disco).
Aqueles que venciam as provas recebiam como prêmio uma coroa de louros. Além da premiação, os vencedores também eram considerados heróis em sua cidade. Mais tarde, os atletas se profissionalizaram e a premiação foi substituída por dinheiro.
No entanto, a competição começou a perder prestígio com o domínio romano na Grécia, no século II a.C. Após o imperador Teodósio converter-se ao cristianismo, todas as festas pagãs, inclusive as Olimpíadas, foram proibidas.
Era Moderna
O evento esportivo na versão moderna foi realizado pela primeira vez em 1896, em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy (1863-1937), o barão de Coubertin. Na competição, somente 14 países estiveram presentes com 245 atletas em 13 modalidades desportivas. O estádio onde foram realizadas as provas foi construído todo em mármore e desenhado por Licurgo no ano 350 a.C.
Desde essa época, os Jogos eram celebrados de quatro em quatro anos, com interrupções em 1916 e 1939-1945 devido às grandes guerras mundiais.
As competições seguintes aconteceram em Paris, em 1900, mas a falta de infra-estrutura e de divulgação tornaram os jogos um fracasso. Já em 1904, as competições foram realizadas em Saint Louis e chegaram a quase cinco meses de duração.
Na sessão inaugural do evento, o ideal olímpico é restaurado, iniciando uma nova fase da competição. A abertura conta com o desfile das delegações dos países participantes e as suas bandeiras, faz-se a proclamação da abertura dos Jogos e iça-se a bandeira olímpica enquanto o hino olímpico é tocado. Na seqüência, acende-se a pira olímpica com uma tocha simbolicamente acesa em Olímpia e levada de mão em mão pelos corredores até o estádio.
Para os vencedores das provas é concedida a subida ao pódio, onde os mesmos recebem diplomas e medalhas para o 1º, 2º e 3º classificados por membros do COI.
Manifestações Políticas
Apesar do objetivo de promover a amizade entre os povos durante as competições olímpicas diversas manifestações políticas foram realizadas. Em 1936, nas Olimpíadas de Berlim, o chanceler alemão Adolf Hitler recusou-se a reconhecer as vitórias do atleta norte-americano negro Jesse Owens. O esportista havia recebido quatro medalhas de ouro. Já em Munique (1972), as Olimpíadas serviram de palco para um atentado do grupo terrorista palestino “Setembro Negro”, onde 11 atletas de Israel foram assassinados.
Por motivos políticos, até o término da Guerra Fria, diversos boicotes aconteceram. Em protesto contra a invasão do Afeganistão, os EUA, por exemplo, não participaram dos Jogos de Moscou, realizados em 1980. Em 1984, os soviéticos também abriram mão da competição, alegando problemas de segurança. Só nos Jogos de Barcelona (1992) a competição volta a contar com a maioria dos países.
Veja abaixo a lista das cidades que foram sede dos Jogos Olímpicos
1896 – Atenas, Grécia
1900 – Paris, França
1904 – Saint Louis, Estados Unidos
1906 – Edição Comemorativa : Atenas, Grécia
1908 – Londres, Reino Unido
1912 – Estocolmo, Suécia
1920 – Antuérpia, Bélgica
1924 – Paris, França
1928 – Amsterdã, Holanda
1932 – Los Angeles, Estados Unidos
1948 – Londres, Reino Unido
1952 – Helsínque, Finlândia
1956 – Melbourne, Austrália
1960 – Roma, Itália
1964 - Tóquio, Japão
1968 – Cidade do México, México
1972 – Munique, Alemanha Ocidental
1976 – Montreal, Canadá
1980 – Moscou, União Soviética
1984 – Los Angeles, Estados Unidos
1988 – Seul, Coréia do Sul
1992 – Barcelona, Espanha
1996 – Atlanta, Estados Unidos
2000 – Sydney, Austrália
2004 – Atenas, Grécia
2008 – Pequim, China |